21.8.17

Peito de pato fácil (com laranja)

Pato com laranja

Cozinhar carne é sempre um desafio: escolher o melhor corte para a receita, acertar no ponto de cozedura e servir o prato com os acompanhamentos adequados. Durante anos, pato nunca foi opção nos cozinhados cá de casa, fruto de receios múltiplos ou mero desconhecimento. Talvez porque nos habituámos à perna de pato confitada tão característica dos bistrots parisienses, passámos a associar os pratos de pato a viagens a França e a momentos de lazer. Quando o desejo aperta e estamos em casa, nada como encontrar alternativas fáceis que nos levam para outras latitudes. E se fizéssemos um pato com laranja?

Os clássicos da cozinha francesa são por vezes difíceis de preparar mas pato com laranja é bastante simples. Tradicionalmente assado no forno e servido com um molho de sabores agridoces, numa combinação pouco comum na comida gaulesa, para o Canard à l'Orange usa-se muitas vezes a ave inteira. Mas está demasiado calor para ligar o forno e os assados são sempre mais indicados para o Inverno...

a olhar para cima Pato com laranja

Em momentos de indecisão quando se trata de cozinhar carne, nada como recorrer ao fiel Optigrill + da Tefal e trocar o pato inteiro pelo peito. Sem pensar muito e confiando que o grelhador determina automaticamente o tempo necessário para ficar com uma carne mal passada, é o molho que requer toda a atenção do cozinheiro. Com a inspiração em Trish Deseine e no seu livro de clássicos e novos clássicos da cozinha francesa, o molho com um base de caramelo amargo a que se junta sumo de laranja fica feito enquanto a carne grelha.

Para acompanhar esta combinação rica, batatinhas novas cozidas e favas com hortelã são a sugestão. Puré de batata ou legumes ao vapor são igualmente possibilidades, desde que sirvam de companhia ao delicioso molho e aos sabores fortes do peito de pato. Bom apetite!

Pato com laranja

14.8.17

Sushi e vinho rosé para tardes de Verão

Sushi e vinho rosé

De tanto que gostamos de outras comidas, acabamos rendidos também à cultura que as cria. Devo ao sushi uma curiosidade maior sobre a cozinha japonesa e a crescente admiração pela conjugação, ao mesmo tempo, simples e complexa dos seus sabores. Para os corajosos está reservada uma faca afiada e o peixe mais fresco da banca. É pedida agilidade na hora de enrolar e cortar e imaginação para servir os mais bonitos pratos. Mas diz-se o que o segredo do sushi é o arroz, que quando cozinhado na medida certa e com um tempero equilibrado de acidez e doçura é garantia de sucesso. Claro que há sempre o porto seguro do restaurante de confiança ou os bons serviços de entrega em casa que estão disponíveis, sendo que para fazer o pedido é preciso saber o que se quer e encomendar pelo nome.

Se dominar os nomes e as combinações de norimakis e nigiris ou gunkan e temaki é suficientemente difícil, há ainda na hora de pôr os pauzinhos na mesa que decidir o que beber. Confesso-me frequentemente tentada a voltar ao vinho como bebida de eleição. Sem as referências da cozinha japonesa, onde o vinho não acompanha sushi, nada como procurar novas combinações entre as castas que nos são mais conhecidas. Foi esse o desafio da Fiuza numa destas tardes de Agosto: que vinho escolher para acompanhar sushi?

os segredos do sushi Sushi e vinho rosé

8.8.17

{ Verão na Cidade } O mundo inteiro cabe no Populi

Almoçar em Lisboa, Populi

Se eu não morasse em Lisboa, queria muito poder vir aqui e esquecer-me do tempo ali junto ao rio. Nem que seja por um momento o relógio perde serventia quando me sento na esplanada do Populi, com o Terreiro do Paço nas costas e o Tejo a meus pés. No coração da cidade, na praça que serviu de porta de entrada à cidade quando os barcos chegavam ao cais da colunas, vive-se o burburinho de um dia de semana. Inquietos, os habitantes apressam o passo não vá a hora de almoço passar rápido demais, enquanto os visitantes se demoram nos pormenores e se encantam com tudo e com nada.

Chego e há uma calma aparente no restaurante. Toda a acção está cá fora e não tardo em encontrar o meu lugar já os petiscos se fazem à mesa. Indecisa entre a Amêijoa da Ria Formosa à Bulhão Pato ou o Camarão servido na mais bonita frigideira resolvo provar os dois. São as memórias a fazer das suas e mesmo depois de provar continuo sem me decidir. Mas a carta está cheia de pratos que me deixam curiosa. Sushi de novilho?

Lisboa, Terreiro do Paço, downunder Almoçar em Lisboa, Populi Almoçar em Lisboa, Populi Almoçar em Lisboa, Populi

20.7.17

À descoberta da Cozinha Nikkei na Waka Cevicheria

Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico)

Há quem viaje para comer e quem quase sem sair de casa embarque numa viagem através do prato. É esta a promessa feita quando nos sentamos à mesa da Waka - Cevicheria, num Domingo de férias em que Cascais nos recebe com tempo ameno e a brisa fresca do mar. Ao longo do almoço havemos de ser surpreendidos por sabores de outras paragens em perfeita harmonia, com referências mais ou menos subtis à rica e diversa culinária do Pacífico.

De um encontro feliz entre as cozinhas Peruana e Japonesa nasce o conceito nikkei, resultado da miríade de técnicas e ingredientes que são característicos de países tão diferentes como o Perú e o Japão. Do ceviche às gyosas, passando pelo pisco sour ou pelo sushi até aos famosos tiraditos, o prato mais conhecido desta combinação especial de cozinhas e o que usa a denominação nikkei com orgulho.

Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico) Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico) Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico) Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico)

Mas afinal de que se faz a Cozinha Nikkei?

13.7.17

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Querido Verão, que bom que chegaste. O melhor de ti vem sob a forma de frutas e legumes para comer gulosamente em dias de longas horas de sol que parecem não ter fim. Nada tem o sabor desses momentos. São taças cheias de cerejas e pêssegos, morangos e mirtilos, figos e ameixas e promessas de beijos de açúcar sem conta. São pratos repletos de tomate de todas as cores, beringelas e curgetes e molhos de cenouras e beterrabas num arco-íris de aromas. É inspiração viva para refeições vegetarianas em que toda a atenção é dada aos heróis da estação.

Sempre com os grelhados a servir de desculpa para almoços ou jantares coloridos e para dar resposta a desejos de hambúrgueres, a beterraba dá corpo e cor à quinoa e eis que pequenas bolas rosadas se transformam nos mais perfeitos bolinhos.

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada) Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Ligado o grelhador, as curgetes verdes e amarelas chegam-se à frente para um acompanhamento fácil e ao gosto de todos. Por esta vez, passamos as batatas fritas e ficamos encantados nas marcas exactas da grelha que trazem todo o sabor a fatias longitudinais temperadas com limão e manjericão. Depois é altura de tirar os hambúrgueres do frio e levá-los a cozinhar. Rápido e bonito, o prato que chega à mesa encerra mostra todas as cores do Verão, com a ajuda de uma salada de tomate.

Para vegetarianos convictos e carnívoros sem redenção, fica a sugestão de uma receita que trará sorrisos a todos e a certeza de uma refeição deliciosa. Boas férias!

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada) Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)